segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bulimia 720p/1080p (aka ainda estou a viver dos rendimentos).


Como escreveu um user no You Tube, a miúda só escapou ao caçador e teve o beneplácito dos anões porque era hot.

Trois Coleurs: Bleu, Kieslowski- ***
Trois Coleurs: Blanc, Kieslowski- ***
Trois Coleurs: Rouge- ****
Sunset Boulevard, Wilder- *****
Shadow of a Doubt, Hithcock- *****
Dick Tracy, Beatty- *****
Snow White and the Seven Dwarfs, Disney e servos- *****
Marfa Girl, Larry Clark- ****


Desculpe, mas eu não consigo fazer pior do que isto, disse uma vez um produtor confrontado com as críticas de um director de TV.

Lock Up, Flynn- **** (Maravilhoso 1989)
Road House, Herrington- **** (A obra culminante do cinema azeiteiro. Maravilhoso 1989.)
All That Heaven Allows, Sirk- *****
American Graffiti, Lucas- ***
Knigh Of Cups, Malick- *** (É tudo o que esperávamos e ainda melhor. A comédia involuntária atinge níveis bíblicos.)
Irrational Man, Woody- **
Crimson Peak, Del Toro- *
Unfaithful, Lyne- *** (O sentimento de culpa de gostar da maior parte dos filmes do Adrian Lyne só será mitigado quando for rico e estiver num restaurante como um daqueles do American Psycho a discutir spreads e assim. Com charuto. )
Nothing Sacred, Wellman- ****


Larry Clark style.

Deliverance, Boorman- ****
Mustang, de uma gaja turca- * (Mal aconselhados pelo brilhante Sérgio Santos, lá nos aventurámos na visão deste retrato encharcado naquele moderno "naturalismo" de indistinta câmara-vérité. Ainda por cima, besuntado em feminismo que até faria a Dr. Maria Velho da Costa torcer o nariz. Dá vontade de apelar aos maus fígados do Dr. Erdogan.)
Secret Sunshine, Lee Shang-dong- ***
Plunder Road, Cornfield- **** (merece a mesma notoriedade do Detour. Também um filme cheio de "ética do trabalho", Serra fideputa.)
Prometheus, Scott- * (ver o Alien de 1979 e ver o Prometheus de 2012 traça exemplarmente no que se tornou o Ridley Scott. The Circle is complete!)


Professor João Lopes desmaia.

Riot in Cell Block 11, Siegel- ****
Poseidon, Petersen- ** (rir)
Glomdalsbruden, Dreyer- **** (Que maravilha são os mudos do Carlão. Menos um.)
The Walk, Zemeckis- ***
House of Wax, de Toth- ****
uns poucos de filmes com a Emma Roberts, a segunda maior obra de arte na vida pessoal do grande Eric Roberts (maravilhoso 1989)- todos medianos/medíocres, e nós assobiar para o ar.
Citizenfour, Poitras- * (Cinema Rosenbaum. Cinema Wikipédia.)
Ne Change Rien, Costa- sem nota (Aguentei vinte e cinco minutos. Balibar, mete-te no caralho mais a tua pose auto-consciente.)


Malick e as suas luzes.

Roma, città aperta, Rossellini- *** (os filmes "neo-realistas" -mesmo os melhores- do mestre não valem, hoje em dia, um pêssego furado colocados lado a lado aos seus trabalhos na televisão. )
Meitû bijomaru, Mizoguchi- ****
Procès de Jeanne d'Arc, Bresson- **** (muito melhor do que o do Dreyer. Nunca vi o do Rivette nem o do Preminger.)
Dawn of the Dead, Romero- ** (a obra-prima não está aqui, mas no seguinte.)
Martin, Romero- ****
Jezebel, Wyler- ****
Nazarin, Bunuel- *****
Amer, Cattet, Forzani- *** (o giallo e seus respectivos mestres reduzidos a um formalismo obsessivo. Excepcional trabalho sonoro. "Um filme desequilibrado".)


Apenas ultrapassada pelo Best of the Best.

The Maltese Falcon, Huston. ***
Spy, Feig- ** (As duas estrelas são pelo Jason Statham.)
Spiclenki slasti, Svankmajer- *** (Outro exercício de estilo delirante. A visceralidade do som é tão impressionista e detalhada que quase nos esporrámos.)
Cruising, Friedkin- *** (Precisava de ser desbastado em alguns minutos, nomeada e mormente certos momentos "João Pedro Rodrigues". Como programa voyeuristico, contudo, é óptimo.)
Open Windows, de um gajo com o Elijah Wood e a Sasha Grey- * (impagável o momento em que a Sascha demonstra uma extrema perturbação por mostrar as mamas.)
Ils, Moreau, Palud- *** (Terror clássico versão francesa. É do bom.)
Escape libre, Becker- **** (Belmondo e Seberg pelas ruas da Europa. Caper movie com champanhe. Cahiers não gostaram.)
Kiss me Deadly, Aldrich- *****


Que me perdoem os fãs da Irène Jacob e da Julie Delpy.

Attack, Aldrich- ****
Collateral, Mann- ***** (Blackhat=lol.)
The Color of  Money, Scorsese- ****
Une Nouvelle Amie, Ozon- *** (Um bom filme, para variar.)
The Graduate, Nichols- ** (Como é que isto ganhou tanto estatuto?)
Tomorrowland, Bird- Merda
Terminator: Genesys, um gajo- Merda
Fast and Furious 7, Wan- Ultra-merda (embora aqui a responsabilidade do realizador pareça-me ser diminuta. A engrenagem dos filmes desta série já ganhou vida própria, e engole qualquer um que venha com ideias de dar o mínimo comedimento formal a esta parada de chulos, putas e fufas. O Kiarostami não faria melhor. O Vin Diesel é escabroso.)
Silvestre, Monteiro- *****
Jack Reacher, McQuarrie- **** (Este Mcquarrie, juntamente com o Matt Reeves, parecem-me ser dois realizadores de encomenda com os seus devidos luxos.)
Il tram, Argento- ****
Man in the Shadow, Arnold- ****
Manhunter, Mann- **** (Blackhat=lol.)
Prodigal Sons, Kimberly Reed- ***** (Um dos melhores filmes americanos dos últimos dez anos.)
Todos os filmes do Harold & Kumar- ***


O Deliverance tem um plano a mais.

Policeman, Navad Lapid- ***
Cristovão Colombo- o Enigma, Oliveira- ****
The Texas Rangers, Vidor- ****
Willow Springs, Schroeter- ***
The Sixth Sense, Shyamalan- *****
The Spanish Earth, Ivens- **
Amour Fou, Hausner- ***
Vampyr, Dreyer- *****
The Leopard Man, Pedro Costa, perdão, Jacques Torneur- ****
At Land, Maya Deren- ***
Les Noces Rouges, Chabrol- ****
The Idle Class, Chaplin- *****
Lionheart, Letich & Van Damme- ****
Jupiter Ascending, manas Wachowski- 0
Bound, manos Wachowski- ****
Juste avant la nuit, Chabrol- *****
Last of the Mohicans, Mann- **** (Blackhat=lol.)
The Seventh Victim, Mark Robson- ****
The Big Shave, Scorsese- ***
Crime and Punishment, Sternberg- *****
Minato no nihonmusune, Hiroshi Shimizu- *****
Posicionamento defensivo do FCP versão Peseiro- *
Organização ofensiva do FCP versão Peseiro- ****
"os mercados olham com desconfiança para o próximo Orçamento de Estado do governo português"- *****








terça-feira, 19 de janeiro de 2016

E uma década antes de começarem a ser queimados e rasgados*

Sim, houve isto:



e mais isto:


mas a "questão essencial", como dizia o Dr. Pacheco Pereira, é esta:


Kim Novak has told interviewers that while in her "Judy" costumes, she did not wear a bra (bralessness was extremely unusual for a woman of that time). Novak has said that it was an element of the Judy costuming that helped her feel much more comfortable as Judy than as Madeline, whose costumes were much more severe and stiff.

* por esqueletos

Venezia 70 Future Reloaded - Hong Sang-soo

Nos anos vinte, as obras-primas empilhavam-se umas em cima das outras.


Asphalt, 1929

outra obra-prima já a seguir:

Vilhena, sempre actual.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Mete medo...


...pensar que daqui a uns trinta anos estarão os adolescentes e criancinhas de agora a suspirarem por aqueles "bons velhos tempos" em que "para se ser muito mau, era necessária grande dose de brilhantismo", como "lembram-se dos Fast and Furious? Aquilo é que era". 

Todos os momentos a sós entre o Stallone e Brigitte Nielsen são de pura classe.

bola

- Só falta o Jorge Jesus cagar na boca de um árbitro para ficarmos a saber até que ponto vai a sua intocabilidade. 

- Do bocado de estrume que preside ao SCP, o Rocky, mesmo com toda a sua educação e cortesia, só apanharia bordoada e cuspidelas. Mas o futebol tugão "precisa é de gente nova, que venha alterar as mentalidades vigentes".

- Sérgio Conceição? Quem anda a escolher os "treinadores" do FCP? A Brenez?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A boa educação, a gentileza, a delicadeza, o respeito com que Rocky Balboa sempre se dirigiu às outras pessoas levou a que, quase sempre, tivesse dos seus interlocutores a mesma atitude. E assim penso que o momento mais bonito de Creed é aquele em que Adonis está na cela e vamos ouvindo e vendo Rocky a chegar com o guarda prisional num diálogo respeitoso sobre o que aconteceu com Adonis, Rocky preocupado com a hipótese de Adonis ter magoado alguém e, por fim, agradecendo (por acaso, com um "thank you" em vez do habitual "I appreciate it" - que é diferente) ao guarda, que remata com um comovente, pelo menos para mim, "no problem, champ". "Campeão" dentro, mas acima de tudo, fora do ringue, Rocky Balboa sempre foi a expressão de bons sentimentos com que alguém uma vez definiu o cinema.