sábado, 19 de Julho de 2014

I lifted my glass and drank, shuddered as the acidic taste hit my palate, and once again recognised that clear, pure sensation that arose with approaching intoxication, yet still hadn't arrived, and the desire to pursue it that always followed.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

"gosto mais de Bon Iver. É mais tristi! "






Os autores deste blogo deliberaram de forma unânime a seguinte conclusão:

QUEM NÃO GOSTA DE BEACH BOYS É RETARDADO(A) MENTAL.

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Drinking was good for me; it set things in motion. And I was thrust into something, a feeling of... not infinity exactly, but of, well, something unlimited. Something I could go into, deeper and deeper. The feeling was so sharp and distinct.

Knausgaard

sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Algumas coisas

1 King Triplex. Tenho saudades de alguns rituais, principalmente aqueles necessários à sessão da meia-noite. Nomeadamente, o de regressar a casa: sair da sala, quase sempre muito vazia, andar a pé até ao carro em ruas sempre silenciosas e conduzir até casa, numa primeira fase de volta ao subúrbio, mais tarde, de volta ao centro da cidade, sempre com passagem obrigatória pelo Técnico, esperando encontrar o semáforo vermelho para melhor observar as putas. E vem aí Agosto, que era o meu mês preferido para lá ir à noite.

2 Everyman, Philip Roth – releitura. Dizem da última fase de Roth ser uma fase em que o homem cagava livros por assim estar obrigado contratualmente. Eventualmente. Ainda assim, esta história do ser guiado pelo corpo – quer guiado pelas tentações enquanto capaz disso (“Models didn’t all have to be needle-thin in those days, and even before he spotted her by her glide and saw the sheaf of golden hair down her back, he identified her as his very own treasure, the white hunter’s prize, by the weight of her breasts inside her blouse and the light heft of the behind whose little hole had come to afford them such delight”), quer arrastado pela sua decadência (“But now, instead of ending it continued; now not a year went by when he wasn’t hospitalized. (…) The year after he had carotid surgery he had an angiogram in which the doctor discovered that he’d had a silent heart attack on the posterior wall because of an obstructed graft. (…) A year later he had another angioplasty and another stent installed in one of the grafts, which had begun to narrow. The following year he had to have three stents installed at one go (…)” – and so on, acrescento eu) – guiado pelo corpo, dizia eu, até à solidão final (“The worst of being unbearably alone was that you had to bear it – either that or you were sunk. You had to work hard in order to prevent your mind from sabotaging you by its looking hungrily back at the superabundant past.”) é das coisas que mais me entraram nas entranhas. Em breve, também eu me mandarei ao Knausgaard.

3 Um filme visto em quase um mês. Quero lá saber de filmes. “Jungle Fever”, do Spike Lee, que penso ter visto na década de 90 numa noite na SIC. Lembrava-me lá eu que depois do Fassbinder e antes do Haynes, também o Spike Lee tinha querido refazer aquela maravilha do Sirk, “All That Heaven Allows” (que maravilha, a cópia em 1080p, mais do que as cores, as sombras…), vide as folhas outonais pós-genérico e o travelling descendente em direcção à rua, às casas. Eu que gosto muito do Spike Lee e acho que não se lhe dá o valor devido, encontrei este filme desajeitado e bruto, sem a necessária subtileza requerida e, se não me engano, à terceira obra, ainda uma falta de capacidade de cortar muito do que não interessa. Annabella Sciorra, outra maravilha.

4 General D. Não conheço a sua música, não conheço, senão uma música aqui e outra ali, o hip-hop, o rap. Português ou não. Mas o único ípsilon (Vasco, um abraço) que comprei em muito tempo foi aquele em que foram à procura do General D e I’m a sucker for gajos que têm um trabalho importante numa determinada área e que desaparecem sem deixar rasto, ninguém sabe deles e, uma vez encontrados, dezenas de anos depois, falam-nos de trabalhos, empregos, família e filhos. Estive lá no Intendente, meramente por acaso, e entre tentativas de conversas com amigos, a minha audição periférica registava um concerto cheio de emoção, gente a subir ao palco e a prestar homenagem. Pareceu bonito. Num café do largo, 10cl de CRF num copo de plástico custavam 2€.

5 Bola. Daqui a pouco continuarei a torcer pela segunda casa – Deutschland vor, noch ein Tor. Não deixa de ser irónica a mais ou menos violenta “caça ao alemão” que se faz por aí. Melhor 11 até agora e cheio de esquecimentos, provavelmente: Navas, Lichtsteiner, Thiago Silva, Kompany, Holebas, Lahm, James, Messi, Muller, Benzema, Robben. Desilusão do Mundial: cobertura de Napalm. Um gajo até se vai esquecendo que bola a sério só começa a 10 de Agosto. Talisca. Foda-se.


6 Rui Tovar. Vi-o no início de Junho, no Monumental. Ia eu ver o belíssimo filme do Gonçalves, estava o Tovar à entrada do sítio, à conversa com outro homem, e escutei-lhe isto: “a Sagres já não tem aquele sabor de antigamente.” Faz essencialmente falta ao Eurosport, agora está lá aquele gajo com sotaque francês, que fartote.

sexta-feira, 20 de Junho de 2014

Não pode!

O mundo está em choque com a eliminação da Inglaterra do Mundial-2014. Uma das principais favoritas a vencer a competição, recheada de jogadores de valor inquestionável e com um histórico impressionante em fases finais de Euros e Mundiais (ver em baixo), volta para casa quando ninguém estava à espera. Em particular, os produtores brasileiros de cachaça, de pecuária e de galináceos, que vêm o seu lucro baixar em mais de 2000%. Estamos todos tristes.


Euros e Mundiais ganhos pela seleção Inglesa antes e após 1966:


Finais de Euros e Mundiais antes e após 1966 em que participou a seleção inglesa:



quinta-feira, 19 de Junho de 2014

sistema táctico da selecção inglesa







campeonato mundial da senilidade precoce

vencedor incontestável, até ao momento:

9. Em que medida é que pessoas que exultam com a goleada sofrida pelos espanhóis ante os holandeses (e têm sido inúmeros, desde anónimos a pessoas que, de acordo com um determinado código, deviam ser um bocadinho mais isentas) são diferentes de pessoas para quem o mundo estaria melhor sem Shakespeare? E em que medida é que pessoas assim se distinguem das pessoas que, a dada altura, acharam que o mundo estaria melhor sem judeus? Não é exagero; exultar com o que se passou ontem é parecidíssimo com exultar com câmaras de gás. Ficar contente perante a perspectiva de a melhor coisa que já aconteceu ao futebol poder finalmente desaparecer é, deste ponto de vista, mais ou menos o mesmo que bater palmas a um genocídio. É de congratular a ignorância com que o faz quem o faz. A Humanidade está de certeza orgulhosa de vocês! 


terça-feira, 17 de Junho de 2014

Ein Land, eine Mannschaft, ein Traum


A vitória da Alemanha superou todas as minhas melhores expectativas. Estava à espera de uma vitória, mas sem estas épicas demonstrações de desprezo e desrespeito para com o adversário. Bastou uma exibição a diesel para rachar ao meio a equipa contrária; bastaria mais um bocadinho de forcing e a seleção rival ficaria tão empenada como o cu da Sasha Grey depois de dupla penetração por parte de dois negões.

As diferenças entre a Alemanha e o seu oponente de ontem não se limitaram à qualidade futebolistica. Repare-se na fina educação e na beleza dos jogadores teutónicos para com o horripilante conjunto de presidiários, assassinos, azeiteiros e analfabetos que constituem a seleção que ontem levou quatro secos; de um lado temos Hummels, que se não fosse jogador da bola, seria modelo da Calvin Klein e rebentaria cus e conas sempre que quisesse; Lahm, que faria um disciplinado oficial da Gestapo; Boateng, uma das altas patentes das SS; Muller, Kroos e Schurrle como inteligentissimos vilões de um Lang dos anos vinte; Neuer, como magnífico actor porno em faustosas sessões de mijadelas e cagadelas em cima de garbosas meninas vindas da Baviera; Ozil e Khedira como jovens e ambiciosos advogados, culturalmente exemplares e eticamente inatacáveis. 

Do outro lado, um defesa direito de 60 cm que tenta compensar a sua pequenez fisica e intelectual com doses de agressividade fora do comum, alembrando Joe Dalton; um defesa central que é um assassino disfarçado de defesa central. Toda a estupidez do mundo parece estar concentrada naquela cara, e a acusação de "assassino" não é leviana: este sujeito já tentou matar, literalmente, um colega de profissão em campo. Nos intervalos de ser, talvez, o mais asqueroso "jogador de futebol" mundial, é a putinha preferida do "melhor jogador do mundo"; o outro defesa central, apesar de parecer um monge ao pé do outro, não deixar de também ser uma besta quadrada: o defesa esquerdo, se não fosse jogador de futebol, andaria hoje em dia a dar navalhadas e a assaltar pessoas nas ruas de Vila do Conde; um dos jogadores do meio campo poderia ser um dos membros nazis da prisão no American History X, ou substituir o ex-Queens of the Stone Age Nick Oliveri. As suas fodas com a sua ainda mais tatuada esposa devem ser a matéria de que os pesadelos são feitos. Apoiem, apoiem.