sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

ainda antes dos posts a fazer pouco-2


para desentupir os meus ouvidinhos da inenarrável Fiona Apple ou daquela caralha dos The xx.

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

ainda antes dos posts a fazer pouco


Gojira acaba de saber que o blogo Dias Felizes está desactivado, privando-o assim das últimas notícias sobre os pequenos almoços preparados por Anne-Marie Melville.

Gojira versão Garrel:

-Gojira, num austero preto-e-branco, vive num pequeno apartamento na grande capital francesa. Longe vão os tempos dos sonhos e utopias da adolescência, para além dos planos para dar pancada grossa em Cohn-Bandit, esse traidor. Sofrível actor de teatro numa piquena companhia, vive uma relação complexa com uma bibilotecária, com esta vivendo em permanente confusão de sentimentos, pois também tem uma paixoneta por um primo de Montpellier, citador avulso de Valery nos tempos livres. Gojira, em laissez-passer permanente, não dá conta da finas camadas de cola na sua aventura romanesca, até que a sua namorada lhe diz que vai viver com o seu primo de Montpellier, pois "tem mais dinheiro, uma casa maior, e mais perspectivas de futuro do que tu!", ao que Gojira, embasbacado, responde com um murro no apartamento, fazendo cair metade do quarteirão. Gojira, já recomposto, aceita a lição que lhe foi providenciada: dinheiro e casa primeiro, excelente capacidade para minetes, depois. A palavra "amour" é proferida 765 vezes.

Gojira versão Lav Diaz:

-é a evolução, em tempo real, da vida de Gojira, desde o seu nascimento há 100 milhões de anos, até aos dias de hoje, quando o nosso monstro trabalha como "curador" em diversos festivais multimédia por todo o mundo. 

Gojira versão Malick:

-Gojira vive numa pradaria no Colorado. Juntamente com o pai e a irmã piquena, Gojira passa os dias trabalhando na lavoura, dormindo, e comendo, completamente fora dos domínios tecnológicos dos nossos dias, imposição do seu rigoroso e monástico pai. Gojira, por vezes, esperando pelo efeito certo de luz, e passando as pontas dos dedos pelas searas, divaga nos seus pensamentos mais fundos: Que mundo é este, em que nem televisão se pode ver? Deus, nem sequer um rádio a pilhas me podes providenciar? Temeis que o vício se apodere de mim? E lá voltava ele para casa, com o efeito certo de contra-luz, com as pontas dos dedos pelas searas. Ao jantar, havia polifonia de voz offs, com o pai a questionar-se: Será que salguei demasiado o coelho?, a filha em alucinadas declarações ao seu enamorado: o meu amor por ti corre como um rio puro de papagaios dourados e reluzente como três chitas dormindo, e Gojira um tanto um quanto zangado: nem um caralho de um leitor de cassetes, Deus Nosso Senhor? E depois víamos a casa na pradaria, as luzes no seu interior, e a escuridão do Colorado em volta. 

Gojira versão Oppenheimer:

-Gojira, em tempos, foi um facínora ao serviço do partido dominante. Matando e comendo 2 biliões de outros monstros, Gojira goza hoje de inquestionável reputação na zona, sendo tratado como "Big Daddy" pelos mais jovens, admiradores das façanhas dos tempos idos. Um documentarista quer que Gojira reviva esses tempos de sangue e dentadas. Gojira aceita, reconstituindo, por entre risadas, os seus crimes mais espectaculares. Outros companheiros, geracionais ou de mesmo espirito, participam e riem com Gojira. Mas o nosso monstro vai, aos poucos, processando certos remorsos, terminando tudo com incontáveis sessões de Gojira a vomitar no terraço onde costuma ver filmes de Hollywood, uma das suas grandes paixões. Gojira reflete e aceita a sua pesada consciência.

Gojira versão Napalm:

-sem ponta de corno para fazer, Gojira, por entre uma cerveja e o Frei Bento Domingues na Rtp Informação, vai preparando um post sobre uma infame lista redigiada por um MUTU.

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

50 cineastas melhores do que o Brian De Palma

Em primeiro lugar, um abraço ao Bruno e ao Palhares - prometo que vos deixo darem-me um murro na próxima vez que me virem.

Surge esta listagem após um desafio lançado pelo Napalm, há uns quantos meses, entretanto esquecido e relembrado aqui há dias, aquando dumas cervejas no Estádio, cujo televisor exibia o "Mission: Impossible". As regras são: apenas realizadores americanos; longas-metragens de 1968, data da primeira longa do De Palma, ou posteriores.

O desafio só não é uma cagada porque o senhor fez essa maravilha chamada "Mission to Mars" e porque há momentos bem conhecidos no filme de 1996 também não muito maus (e porque o gajo não começou em 1967). E quando o meu pai decidiu comprar um leitor VHS no Natal de 1996, alguns anos depois do outro ter avariado, o meu irmão alugou o "Mission: Impossible", que vimos três vezes antes de devolver, pelo que me merece um carinho especial.

Ora, então, os primeiros 40. Os restantes 10 surgirão aos poucos, com a vossa ajuda, sim, car@ leit@r, pode ajudar-me a dar cabo do Napalm, se assim desejar. Ele depois fará posts, fazendo pouco das minhas (e das suas) escolhas, principalmente da filha do Coppola, da mesma forma peculiar com que ele pega no DVD do "Lost in Translation", quando cá vem a casa. Ele diz que posso usar a caução "João Bénard da Costa", que vale pontos, mas não usarei esse truque.

Sem qualquer ordem:

Spike Lee, Gus Van Sant, Quentin Tarantino, Clint Eastwood, Michael Cimino, James Gray, Bob Rafelson, Tim Burton, Terrence Malick, Peter Bogdanovich, Sylvester Stallone, Michael Mann, John G. Avildsen, Alan J. Pakula, John Carpenter, Abel Ferrara, Jim Jarmusch, John Sayles, David Lynch, John McTiernan, Paul Thomas Anderson, Sofia Coppola, Todd Field, Frank Darabont, Hal Ashby, James Benning, John Milus, James Cameron, Katheryn Bigelow, Thom Andersen, Jay Rosenblatt, Kenneth Lonergan, James William Guercio, Milton Moses Ginsberg, David Fincher, Paul Newman, Charles Burnett, Kelly Reichardt, Barbara Loden, Lee Anne Schmitt.

Para finalizar, deixo-vos uma fotografia do prato de sopa que um dia destes comi:


quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

altruísmo, um valor altaneiro

Se a rapariga em causa fosse feia ou se não tivesse grandes atrativos, até se podia compreender; mas neste caso, Marlin até tinha uma carinha laroca e tinha um corpo bastante sensual, cheínha, mas toda boa. Então porque é que o moço em causa recusa fazer sexo oral à miúda, eu no lugar dele nem pensava duas vezes, era logo naquela altura que eu dava à rapariga todo o prazer que ela merecia. Claro que alterava o argumento nesta parte e punha o rapaz a fazer sexo oral àquela coisa boa.

No local do costume. 

sábado, 30 de Agosto de 2014


Um split screen entre discursos, personalidades e cores, unidos pela água, cujo som ouvimos durante os seis minutos, e o amor. Melhor que 95% do cinema português contemporâneo, estou simpático, hoje.

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Eram os anos 70, sons adultos



Dois fotogramas de "Serpico", entre um e outro decorrem dois segundos. Olhando para eles, nada de mais. É preciso ouvir o que vai de um a outro, servem portanto estes fotogramas para irem ao seu encontro, se vos apetecer, claro. Recostado na cadeira, este personagem faz um movimento em frente. E o que se ouve é um chiar de cadeira tão duradouro, tão irritante quanto é maravilhoso ouvi-lo num filme, a limpeza com que o som chega aos nossos ouvidos, algo de facto de um outro tempo, impensável para os dias de hoje, em que nem seria preciso apagá-lo nas misturas, pois certamente aquela cadeira seria imediatamente substituída antes de filmar a cena. Nova Iorque, anos 70. Ainda não havia Giulianis no cinema.